Técnica de natação da ECA participa das Paralimpíadas

Depois de a aluna de RP Giulia Guarieiro defender a seleção de handebol nas Olimpíadas, foi a vez da técnica da equipe de natação da ECA participar dos Jogos Paralímpicos de Tóquio! Sim, Gabriele Bonfim, integrante da Comissão Técnica de Natação do Comitê Paralímpico Brasileiro, retornou do Japão orgulhosa com o desempenho da natação paralímpica brasileira, o melhor resultado na história dos Jogos Paralímpicos: 23 medalhas (8 ouros, 5 pratas e 10 bronzes), 64 finais e 3 recordes paralímpicos!

Gabi tem 26 anos e foi atleta de natação profissional por 12 anos. Depois, começou a fazer Educação Física na USP, onde se formou em 2016. Desde antes de se formar já trabalhava com a natação olímpica e paralímpica. Depois de formada, além de trabalhar no Clube Esperia com natação olímpica e paralímpica, começou a treinar o chamado Catadão USP, integrado pelas atléticas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), do Instituto de Física e, desde janeiro de 2020, também pela equipe da ECA, conhecida como Gigante. “A natação da ECA treina junto com as equipes da FFLCH e da Física. A Gabi nos acompanhou nos poucos meses de presencial e, desde o início da pandemia, continua dando os treinos online pra gente”, diz Aline Novakoski; diretora de Modalidade da Gigante e aluna do segundo ano de Jornalismo. “Ela nos apoia muito.”

Gabi com Daniel Dias, Gabriel Araujo, Maria Carolina Santiago e Gabriel Bandeira, alguns dos nadadores que brilharam em Tóquio
Gabi com Daniel Dias, Gabriel Araujo, Maria Carolina Santiago e Gabriel Bandeira, alguns dos nadadores que brilharam em Tóquio

Depois da pandemia, os treinos começaram a ser feitos online, com treinamento físico e simulação de exercícios realizados na água. A expectativa é que com a vacinação os treinos possam voltar a ser feitos na piscina. “Eu fiquei muito, muito feliz quando a ECA entrou nesse grupo que eu treino. É uma galera muito legal, tenho um contato muito bom, inclusive com a galerinha nova, os bichos, que têm participado dos treinos,” diz Gabi.

Gabi em Tóquio, em sua segunda participação paralímpica
Gabi em Tóquio, em sua segunda participação paralímpica

Catadão

O Catadão tem mais de 15 anos, e a Gabi é técnica da equipe desde 2017. “A ideia inicial era juntar várias equipes de atléticas que queriam desenvolver a natação universitária de forma mais competitiva, com pessoas que tivessem tido a experiência de natação de alto rendimento ou que quisessem treinar com mais intensidade”, diz Ariel Roemer, diretor de Modalidade do Catadão até recentemente. A equipe foi crescendo aos poucos, alternando momentos com mais e menos integrantes. Hoje fazem parte as atléticas da Física, da FFLCH e da ECA, mas ao longo do tempo diversos institutos participaram da equipe.

Parte da equipe do Catadão com a técnica no Cepeusp, na piscina onde os treinos eram feitos até o início da pandemia
Parte da equipe do Catadão com a técnica no Cepeusp, na piscina onde os treinos eram feitos até o início da pandemia

“O nome vem, justamente, de como a equipe se formou, como um grande catado de pessoas que queriam treinar e competir, mas muitas vezes, por conta do tamanho do instituto, não era possível formar uma equipe de treino. Não só treinamos, mas também competimos em eventos fora da USP e não universitários. E organizamos nossa competição para arrecadar fundos e alugar uma piscina no inverno, quando a piscina do Cepeusp fica fechada”, diz Ariel. “Durante a pandemia mantivemos treinos virtuais, apenas de parte física, com a Gabi nos acompanhando de perto e dando apoio para que não parássemos mesmo ficando em casa. A equipe está animada para voltar às piscinas, especialmente quem entrou e topou treinar no modelo virtual.”

Jogos Paralímpicos

A Gabi foi para o Japão antes de o evento começar, para treinos e aclimatação em uma cidade próxima a Tóquio. Depois, foram dez dias de provas de natação. “Foi um trabalho bem legal, uma experiência única.” Esta foi a segunda vez que ela foi convocada para fazer parte da seleção de natação dos Jogos Paralímpicos. A primeira vez foi no Rio, em 2016. Devido à pandemia, este ano o evento “foi totalmente atípico, com muitos cuidados, exames todos os dias, uma rotina bem diferente do que estamos acostumados para as competições”, conta Gabi. “Mas, para quem é do esporte, é um sonho poder estar no maior evento esportivo do mundo. Estou muito feliz. E só tenho a agradecer, inclusive as faculdades que treino na USP (ECA, Física, FFLCH). A experiência em Tóquio foi muito importante para acrescentar na minha carreira e levar para os treinamentos das atléticas e do clube em que trabalho.”

Como integrante da Comissão Técnica de Natação do Comitê Paralímpico Brasileiro, cabe à Gabi auxiliar os técnicos e os atletas na borda da piscina, tanto em treinamentos quanto em competições, além de ser responsável pela organização e logística da equipe (comissão técnica e atletas).

Fotos:

1 e 2: Arquivo Gabriele Bonfim

3: Mario Onofre

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